Na manhã de domingo, 01 de fevreiro, o Padre Reginaldo Manzotti conduziu a primeira palestra do segundo dia do XIV Retiro Nacional Evangelizar É Preciso com o tema: “Mantenha viva a chama do Dom de Deus que está em você”.
O sacerdote relembrou os ensinamentos de Santa Faustina Kowalska sobre os perigos espirituais que ameaçam a alma humana, destacando a necessidade de reacender a fé e retornar ao primeiro amor.
Baseando-se nos escritos do Diário de Santa Faustina, Padre Manzotti explicou o conceito das chamadas “almas gélidas”, que são aquelas que, segundo a santa, pecam por fraqueza espiritual, por estarem enfraquecidas na fé. “O pecado constante é fruto dessa fraqueza”, ressaltou. Para ele, o grande risco da alma gélida é que, assim como o gelo, ela pode rachar sem que a pessoa perceba. “Há um perigo silencioso: quando estamos espiritualmente doentes, muitas vezes não sentimos”, afirmou.
Como caminho de restauração, Santa Faustina propõe atitudes concretas para “quebrar o gelo” espiritual e reacender o amor a Deus. Entre elas, estão: refazer diariamente o ato de confiança em Deus, mergulhar na Sua misericórdia e praticar obras de caridade. Segundo o Padre Reginaldo Manzotti, essas práticas fortalecem a vida interior e impedem que a frieza espiritual se torne permanente.
Durante a reflexão, o sacerdote também apresentou seu novo livro, “Inabalável”, inspirado na história bíblica de Jó. A obra destaca a fidelidade e a perseverança do personagem, que, mesmo diante da perda de bens, saúde e reconhecimento, permaneceu firme na fé. “Quando tudo parecia perdido, Jó se prostrou diante de Deus. Enquanto era questionado e até condenado por sua própria esposa, sua confiança permaneceu intacta”, explicou.
Padre Manzotti recordou a frase marcante atribuída a Jó: “Deus deu, Deus tirou”, como exemplo de abandono confiante na vontade divina. Para o sacerdote, essa postura prefigura a entrega total vivida por Jesus Cristo na cruz.
Como imagem simbólica de restauração, o padre utilizou a tradição japonesa conhecida como kintsugi, técnica em que vasos quebrados são colados com ouro, valorizando as rachaduras como parte da história do objeto. “Deus faz o mesmo conosco. Ele não esconde nossas feridas. Nós nos quebramos, mas o Senhor nos restaura com o ouro puro do Seu amor”, concluiu.
A reflexão reforça o convite à vigilância espiritual e à confiança inabalável em Deus, mesmo em meio às fragilidades e provações da vida.
O retiro continua neste domingo (01), com momentos de reflexão e a Santa Missa de encerramento com Dom José Antonio Peruzzo.
Deixe seu comentário sobre o que achou do conteúdo
Neste sábado, dia 28 de fevereiro, o primeiro dia do XIV Retiro Nacional foi concluído em um dos momentos mais aguardados pelos fiéis: a Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelo Padre R…